sexta-feira, 17 de abril de 2015

Quanto tempo os países da América Latina continuam a aceitar ordens de mercado, como se fossem uma inevitabilidade do destino? Quanto tempo mais pedir esmolas, os cotovelos, a fila de pedintes? Quanto tempo cada país aposta em cada um por si? Quando terminar nos convencer de que a indignidade não paga? Por que não formar uma frente comum para defender os nossos preços, se sabemos muito dividir para reinar? Por que não vamos enfrentar juntos a dívida usurários? Que poder de outra forma a encontrar o pescoço corda? .

Eduardo Galeano

0 comentários :

Postar um comentário